"Nunca mais achamarão de Abandonada, e a sua terra não será mais chamada de Arrasada. Você será chamada de Minha querida e a sua terra, de Minha Esposa." Pois o Senhor está contente com você e a sua terra será a esposa dele." Isaías 62:4
No momento de louvor hoje a congregação cantou o hino Terra de Beulá e fiquei curiosa para saber o que significaria este termo, embora no contexto da letra eu pudesse ter deduzido que se tratava de um lugar de bênção. Após pesquisar, descobri que o termo se origina no hebraico e se relaciona a uma mulher casada e protegida em contraste com a mulher abandonada e sem proteção. O profeta referia-se ao povo hebreu que haveria de retornar a sua terra, cruzando novamente o rio Jordão e entrando em Canaã e em Jerusalém, após retornar do cativeiro em terra estranha. No hebraico, Beulá relaciona-se com o casamento e felicidade e Shemamá, ao abandono e tristeza. Jerusalém não seria mais "Shemamá" - assolada - e sim "Terra de Beulá" - casada. Diz o hino religioso: "Lá distante a tempestade ruge sobre o mundo; Dúvidas, temores grassam em todo lugar,Mas estou bem firme na Palavra de meu Deus, Pois habito em Terra de Beulá." Conforme a Bíblia, a entrada no céu ou na Jerusalém celestial é comparada ao casamento de Deus com sua igreja. Vem daí a metáfora apresentada neste hino. Por outro lado, a vida do cristão, sentindo-se protegido por Deus, é realmente uma vida abençoada e nos sentimos amparados nos braços do Senhor.
Podemos aqui ouvir a melodia e a letra do hino mencionado.
"Mas o empregado respondeu: - Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo." Lucas 13:8
Visitando a igreja em Porto Alegre, ouvi o pregador, que falou sobre a parábola da figueira estéril. Havia uma figueira plantada no meio do parreiral. Consta que a terra onde se plantam as parreiras é muito mais tratada do que aquela onde se plantam as figueiras. Assim, aquela árvore estava sendo honrada em estar num terreno nobre e o dono da vinha preocupava-se com ela, tanto que pelo terceiro ano foi verificar se tinha figos. Lembro-me de quando tinha uma chácara. Na época do plantio, todo fim de semana ia verificar se havia nascido alguma plantinha de milho, ou quanto havia crescido, ou se havia espigas. Chacareiros são assim. Mas, na parábola, pelo terceiro ano não havia figos, o que exasperou o fazendeiro. O empregado, entretanto, intercedeu: - Deixe mais um ano e eu me esforçarei para que a figueira tenha oportunidade de frutificar. Esta mensagem aplica-se a mais um início de ano: temos oportunidade de produzir bom fruto neste ano. Graças a Deus, temos vida e saúde e oportunidade de estudar a Palavra de Deus e de frequentar um templo e ouvir sermões, temos também irmãos a nossa volta que nos apoiam e outros a quem podemos ajudar de alguma forma. Por mais um ano, Deus nos dá essas e outras bênçãos para que nossa vida produza bons frutos. Ao final do ano, poderemos meditar no ano de 2018. Quero ser uma figueira frutífera!
"Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade." I Crônicas 29:10
Contamos nosso tempo em dias, meses, estações, anos. Nosso Deus é eterno e o tempo na eternidade não se conta. No entanto, o Senhornos conhece, acompanha e sabe de nossa necessidade de medir o tempo para acompanhar a passagem da vida. Podemos confiar na eternidade de Deus e no seu amorável olhar para seus filhos. Podemos saber que nossas preces de agradecimento pelo que passou e nossos rogos pelo Ano Novo serão ouvidos pelo Pai e aceitos. Ele nos responderá, sorrirá para nós através de suas bênçãos. Nós talvez olhemos para o céu e cheguemos a retribuir o sorriso, agradecendo a resposta favorável do Senhor. Talvez - e muitas vezes isso acontece - não percebamos seu olhar para nós e não esbocemos uma oração como sinal de que somos gratos. O Senhor, na eternidade, sorrirá novamente e continuará nos abençoando.
"E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Miqueias 5:2 Sigo um programa de leitura da Bíblia. Hoje de manhã o capítulo lido foi do profeta Miqueias, capítulo 5. A mensagem, providencialmente, é ligada ao dia de hoje. Menciona a pequena cidade onde nasceu Jesus. Ouvi neste fim de semana o pastor apresentando uma mensagem sobre o Natal. Explicou que, na época do nascimento de Jesus, não havia hotéis como hoje. Havia pequenas hospedarias, que tinham funções múltiplas e nem todas respeitáveis. Por isso Jesus recomendou no seu ministério que os discípulos procurassem a hospitalidade dos amigos e não as hospedarias. As pessoas costumavam hospedar-se nas casas dos familiares e amigos. Nas casas, havia um terceiro andar, espécie de terraço coberto, onde os visitantes podiam dormir. Como José e Maria tinham ido se alistar na cidade de onde se originava a família, ali havia parentes próximos. Como Maria estava grávida, não tinham ido no nono mês da gestação mas algum tempo antes. Por que não se hospedaram no terraço destinado aos hóspedes? Nas casas havia também no térreo o lugar onde ficavam os pequenos animais, como ovelhas e vacas. Há possibilidade de que ali tivessem hospedado uma mulher solteira, noiva de José, cuja gravidez não era para as pessoas muito clara. Assim, Jesus foi rejeitado mesmo antes de nascer. O Bebê, nascido numa pequena cidade, no lugar em que ficavam os animais, envolto em panos, era o Rei que veio para nos trazer a paz com Deus e cujo reino será eterno. Hoje é dia de lembrar de humildade, de amor, de salvação e de esperança. É o Natal de Jesus! Vamos nos alegrar com a mensagem do Nascimento do Menino na pequena Belém.
"Porque vocês já conhecem o grande amor do nosso Senhor Jesus Cristo: ele era rico, mas, por amor de vocês, ele se tornou pobre a fim de que vocês se tornassem ricos por meio da pobreza dele." II Coríntios 8:9
Quando Jesus nasceu como Bebê neste mundo, o cenário que o recebeu foi o do aposento onde dormiam os animais. A palha que eles comiam foi transformada num bercinho para receber o Salvador. Havia algum balido de ovelha e talvez um mugido de vaca ao fundo. Maria não tinha um enxoval e envolveu o Menino em panos. Quando juvenil, Jesus ajudava José na marcenaria e, quando adulto, não tinha uma casa, mas aceitava a hospitalidade das pessoas. E a sepultura que guardou Seu corpo por um fim de semana era a de um homem rico que a ofereceu aos discípulos. Mas Ele é Deus e Rei dos reis e viveu a pobreza porque nos ama e quer nos dar a oportunidade de viver um dia com Ele no céu e na terra renovada. Por isso, o seguidor de Jesus é um servo; oferece o serviço cristão em benefício do semelhante, esse é o serviço de amor de que fala o evangelho.
"Você, Belém, da terra de Judá, de modo nenhum é a menor entre as principais cidades de Judá, pois de você sairá o líder que guiará o meu povo de Israel." Mateus 2:6
Chegaram do Oriente alguns homens sábios na corte do rei e perguntaram onde deveria nascer o rei dos judeus, pois haviam visto um sinal no céu, que era uma estrela, e a haviam seguido até ali. O rei não sabia dessa profecia e ficou preocupado por motivos óbvios. Procurou a informação com os sacerdotes do templo e os estudiosos dos rolos sagrados. Eles sabiam. E então repetiram a profecia sobre Belém, escrita há muito tempo pelo profeta Miqueias (Miqueias 5:2) repetida no versículo acima de Mateus. A informação foi recebida com ódio pelo rei, que pediu para os magos voltarem para lhe dizerem onde estava o Menino. (Queria na verdade destruí-lo). Mas a mensagem foi recebida com alegria pelos sábios orientais, que se dirigiram a Belém para adorar a Jesus. A estrela voltou a guiá-los e parou exatamente sobre o lugar onde o Menino estava. Ali se prostraram e lhe ofereceram presentes. Temos hoje, através da Bíblia, ocasião de recebermos as mensagens que Jesus nos deixou, como a grande Promessa da sua volta e da Vida Eterna que nos oferece, se o aceitarmos. Cabe a cada um de nós decidirmos como vamos receber essas mensagens. Vamos também adorar a Jesus?
"Junto ao rio, às ribanceiras, de um e de outro lado, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer;não fenecerá a sua folha, nem faltará o seu fruto; nos seus meses, produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha de remédio." Ezequiel 47:12
Na época em queo povo de Israel estava no cativeiro de Babilônia, o Senhor enviou um profeta que animou o povo através das mensagens de Deus, que foram escritas no livro de Ezequiel e podem ainda hoje ser lidas. Na verdade, muitas destas mensagens se aplicam a nós. No final do livro, é narrado que Deus transportou Ezequiel em visão à cidade de Jerusalém, onde ele viu um magnífico santuário em lugar de um templo em ruínas. O anjo mediu cada aposento e o profeta certificou-se: o templo restaurado era maior e mais glorioso que o anterior. E o melhor é que a glória de Deus encheu o templo e dali não mais se afastaria, como havia acontecido antes, devido à idolatria do povo. Sempre levado pelo anjo, Ezequiel viu uma torrente de água saindo do templo. Era estreita e rasa a princípio, mas se avolumou e tornou-se num enorme rio, que não se podia atravessar. De um e outro lado do rio, havia árvores frondosas que produziam lindas frutas. Havia pescadores que lançavam suas redes no rio e dali saíam muitos peixes. Em todo lugar por onde passava o rio, havia vida. Porque esse rio saía do santuário de Deus. Em Apocalipse, que é o último livro da Bíblia, está registrada uma visão do profeta João, o mesmo apóstolo que viveu com Jesus. Ele não foi morto durante a perseguição, mas foi levado para uma ilha e lá passou seus últimos dias. Lá ele teve visões proféticas sobre a nova Jerusalém, onde os remidos habitarão com Deus. Do trono de Deus sai o rio da água da vida. E há uma árvore que produz doze frutos, um para cada mês, e João diz que ali está "a cura dos povos". Sempre amei estar à beira de um rio. É muito gostoso poder banhar os pés na água corrente. Quero estar um dia junto a esse rio maravilhoso que sai do trono de Deus e quero poder, junto com todo o povo de Deus, provar dessas frutas alimentadas pelo grande rio, que trazem a vida eterna.